Permitir a restauração florestal em grande escala e resistente ao clima na Amazónia Oriental
País: Brasil Parceiro principal: Universidade de Lancaster, Reino Unido Resumo: O estado amazónico brasileiro do Pará tem uma meta ambiciosa de restaurar 7,4 milhões de hectares de floresta tropical até 2036, representando >50% das metas de restauração do Brasil. A restauração de diversas florestas em escala requer o desbloqueio do potencial de regeneração natural. Este projeto vai conseguir isso, orientando onde a restauração precisa de acontecer para maximizar os benefícios para o clima, as pessoas e o biota. Investigará também como garantir a permanência a longo prazo da regeneração natural, também designada por floresta secundária, na paisagem; atualmente, a maior parte da regeneração natural é convertida de novo em agricultura no prazo de cinco anos. Este trabalho, co-criado com um conjunto diversificado de partes interessadas da Amazónia, aborda três desafios negligenciados no que diz respeito à recuperação das florestas tropicais. Primeiro, ao trazer a biodiversidade para o centro do planeamento da restauração, define onde a restauração irá maximizar a diversidade de espécies, a conetividade da paisagem e apoiar espécies de interesse para a conservação. Em segundo lugar, vai além do sequestro de carbono e faz uma nova avaliação dos benefícios climáticos locais e regionais da restauração. Em terceiro lugar, ajuda a garantir a permanência da restauração através da compreensão das principais ameaças, como os incêndios. Finalmente, o projeto irá co-desenvolver uma ferramenta de priorização de fácil utilização para ajudar a orientar a implementação e tornar a regeneração natural uma solução escalável para as crises climática e de biodiversidade na Amazónia.